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Umuarama, Paraná, Brazil
Arquiteta Especialista em Design de Interiores, apaixonada por arquitetura, arte, moda, música, design e cinema. É parte integrante do Corpo Docente da UNIPAR - UNIVERSIDADE PARANAENSE, no curso de Arquitetura e Urbanismo. Seu escritório está localizado na Av. Maringá, 5046 - Edifício Ravel Tower, na cidade de Umuarama, no Paraná. A arquiteta prima por projetos sofisticados, exclusivos e adaptados às mais diversas necessidades de seus clientes.
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terça-feira, 31 de maio de 2011

Arquitetura e Decoração: Projeto 'Jet Chicken' de Arquiteta Michelle Faura Ferrarini

Olá leitores,

Hoje, mostro a vocês meu projeto feito em Umuarama/PR, do restaurante Jet Chicken. Trata-se de uma reforma de uma construção existente, onde modifiquei completamente a fachada e os espaços internos, trabalhando de forma harmônica e integrada.
O uso das cores, sempre presentes em meus projetos, trazem alegria ao espaço, proporcionando conforto e bem estar aos usuários.



                                                                Na fachada, a cor vermelha valoriza o edifício.

Detalhe para o painel e marquise de madeira Garapeira. A cobertura da marquise é em policarbonato incolor.

Detalhe do interior: parede laranja com adesivos pretos de varal de passarinho. O adesivo ajudou a "quebrar" a monotonia da circulação.

Detalhe para a área de lavatório e fraldário. O papel de parede retrô e a cor verde ajudam a proporcionar uma atmosfera mais acolhedora.

Detalhe para as faixas verticais em tijolinho rústico. As arandelas trazem um toque de luz interessante.

Detalhe da arandela instalada na fachada com foco de luz para cima e para baixo, criando um efeito visual de grandeza.

Aguardem os próximos projetos!
Gostaram? 

Um beijo da Arquiteta
 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre Arquitetura da Felicidade

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini explica porque a arquitetura pode gerar felicidade e contribuir para uma vida mais plena e harmoniosa.

Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Xambrê-PR

O escritor e filósofo suíço, famoso por popularizar a filosofia e divulgar seu uso na vida cotidiana, afirma que a arquitetura gera felicidade sim! Em seu livro Arquitetura da felicidade, o autor diz que a casa proporciona não apenas refúgio físico, mas também psicológico. E é verdade, pois existe um local melhor que a nossa casa?

Projeto e foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Umuarama-PR

Em nosso lar nos sentimos protegidos e seguros porque ele é o guardião de nossa identidade. Quando arquitetos afirmam que a casa deve ter a “cara” do dono, nos referimos justamente a isso, a identidade, a personalidade dos usuários ocupantes daquele espaço.

Projeto e foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Umuarama-PR

De fato, a própria arquitetura ou mesmo a decoração e o mobiliário é capaz de dizer muito a respeito de qualquer pessoa, assim como um simples sorriso ou uma vestimenta.


Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Caio Peres
Umuarama-PR

Então, pode-se afirmar que a casa é capaz de contar histórias, de evocar estados de espírito, seja através das formas, das cores, dos materiais ou de estilos diversos. Por exemplo, uma parede branca pode significar ausência, vazio, enquanto um piso de madeira pode evocar a graça amadurecida, o crescimento. Um tecido floral pode denotar uma explosão de alegria, enquanto uma estamparia antiga pode representar a melancolia.
 
Projeto e foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Umuarama-PR

Na verdade, poucos admitem o quanto sua identidade está ligada ao lugar em que vivem, porém, por mais que ignoremos e menosprezemos a “experiência visual”, somos sempre acompanhados por uma tentativa de satisfazer e dar forma elegante ao mundo material.

Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Caio Peres
Umuarama-PR

Embora a casa não tenha soluções para uma grande parte dos males que afligem o ser humano, os ambientes que fazem parte dela são uma evidência da felicidade à qual a arquitetura deu a sua característica contribuição.

Projeto e foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Umuarama-PR

Alain declara que a arquitetura não pode por si só nos tornar pessoas satisfeitas, mas sua eficiência pode ser comparada à do clima: um dia bonito pode mudar nosso humor, mas sob o peso de problemas suficientes, nenhuma quantidade de céu azul, nem a mais incrível construção, serão capazes de nos fazer sorrir.
  
 
Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Altônia-PR

Botton explica ainda que, quando dizemos que uma cadeira ou casa é linda estamos falando que gostamos do modo de vida que ela nos sugere. Há uma atitude à qual somos atraídos e ficamos vulneráveis às mensagens codificadas que emanam do que está a nossa volta.
  
Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Tiago Lima
Altônia-PR

Para explicitar, o autor sugere o seguinte exemplo: Um homem pode dizer que ama um sofá angular com base de aço de uma moderna companhia de design italiana, mas na verdade está encantado com as qualidades de ordem, lógica e racionalidade que esse objeto sugere a ele. Enquanto isso a mulher pode armar uma confusão exatamente porque odeia todo esse aspecto “sofá moderno” de seu marido, ela adoraria mergulhar o seu casamento em virtudes como a calma, doçura e romantismo, que detecta em uma contrastante chaise-longue de estilo do século XVIII.

Projeto e foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Umuarama-PR
A premissa para se acreditar na importância da arquitetura é a noção de que somos (querendo ou não), pessoas diferentes em lugares diferentes e cabe à arquitetura deixar bem claro para nós quem poderíamos idealmente ser. O arquiteto Mies van der Rohe já dizia que “A arquitetura pode tornar vívido para nós quem poderíamos idealmente ser”.

Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Caio Peres
Umuarama-PR

Há também uma citação de um escritor francês da primeira metade do século XIX conhecido como Stendhal que diz “A beleza é a promessa da felicidade”. Interpretando essa frase, pode-se observar que os estilos arquitetônicos podem representar diferentes significados:

Projeto e foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Umuarama-PR

Clássico: refere-se à calma, a ordem, a simetria, a regularidade, a hierarquia, a perfeição, a repetição, a confusão, o contraditório, a cenografia, os ornamentos;

• Gótico: representa o charme do antigo, o mistério, o oculto, a melancolia, a surpresa, a profundidade, o excesso;

Moderno: deriva da racionalidade, da simplicidade, da pureza, da tecnologia, da vida agitada;

• Rústico: representa uma nostalgia pelo passado rural, pelo tradicional, pela paixão à natureza, pelos objetos antiquados, ou seja, pelas lembranças do passado que lhes são evocadas;


Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
foto: Caio Peres
Umuarama-PR

Nota-se que inconscientemente, cada ser humano possui um gosto para um estilo arquitetônico diferenciado, e que assim, está buscando seu próprio “eu”. Nesse aspecto, o arquiteto tem a missão de interpretar o desejo dos usuários, decifrar aquilo que é importante para que as pessoas possam se sentir bem, confortáveis, felizes, pois o ambiente ajuda a ser quem você é, em seu melhor aspecto.

Projeto e foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Umuarama-PR

Portanto, dizer que uma obra de arquitetura ou design é bela é reconhecê-la como uma interpretação de valores fundamentais para o nosso desenvolvimento, uma transformação de nossos ideais individuais ao meio material.

Projeto e foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Umuarama-PR

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre arquitetura e moda: personalidade e estilo

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini explica sobre a relação entre arquitetura e moda.

Não é novidade o fato de a arquitetura influenciar a moda e a moda influenciar a arquitetura. Na verdade essa relação sempre existiu com muita personalidade e estilo. Segundo o arquiteto Arthur Casas, houve diversos movimentos que estreitaram ainda mais a parceria entre esses dois mundos. “Não é difícil relacionar as linhas de Paul Poiret (estilista francês dos anos 20) com as dos designers Ruhlmann (art déco) ou Leleu (século 18); de Coco Chanel com Le Corbusier e Bauhaus; de Joe Colombo (1930-1971- designer de móveis) com Courrèges (anos 60)".


Design: Paul Poiret

Design: Ruhlmann

Design: Leleu

Através da arquitetura e suas relações - estruturas, formas, volumes, materiais, relevos, reentrâncias e saliências, cheios e vazios, luz e sombra, cortes e recortes, opacidade e transparência, cores, ornamentação, funcionalidade e beleza - é possível compreender o perfil moderno da moda.


Design: Le Corbusier

 
Design: Coco Chanel


Design: Marcel Breuer (Bauhaus)

Os estilos arquitetônicos também geram tendências na moda, como o classicismo – por meio dos ternos masculinos, femininos, da alfaiataria, dos vestidos “tubinho”, das saias retas; o barroco – através de detalhes em babados, franjas, plissados, golas, chapéus; o moderno – por meio de vestidos, jeans, bermudas, do paetê (novamente em alta), dos motivos florais e geométricos; ou até mesmo o minimalismo – jeans, camisetas básicas e muito preto.

Design: Joe Colombo

Design: André Courrèges

Deste modo, a construção de uma roupa deve ser considerada tão importante quanto à construção de um edifício. Ricardo Oliveros e Marta Bogea afirmam que “A roupa pode ser vista, em primeira instância, como o abrigo imediato, mais próximo da pele humana do que qualquer outro elemento que arquitetura possa conceber. Uma espécie de arquitetura primeira, abrigo que se descola da pele do homem e se projeta ampliando sua ocupação”.


Design: Miyake

Para Roberto Loeb, o relacionamento entre arquitetura e moda se situa preponderantemente no campo das atitudes e dos conceitos. "Não penso que haja uma regra fixa ou padrão, depende da sensibilidade e individualidade do designer, que pode ler a arquitetura com um olhar de integração ou contraposição. Valem a individualidade e a potência do criador, arquiteto ou designer. Valem a inovação e a celebração da vida."

Design: Miyake



Para exemplificar, Loeb ainda afirma que o estilista Cristobal Balenciaga integra suas roupas ao corpo da mulher, e a partir da década de 50 influenciou a moda, transformando a silhueta, alargando os ombros e removendo a cintura de suas criações. Em comparação ao famoso estilista, o arquiteto Oscar Niemeyer também utiliza as curvas femininas como inspiração para a sua arquitetura. Portanto, os dois têm em comum um olhar para a vida e para o feminino, resultando em criações que bebem da mesma fonte: a mulher.

Design: Cristobal Balenciaga


Design: Oscar Niemeyer
Inspiração na verdade é algo muito subjetivo que pode surgir nas pequenas coisas, para diversos artistas. Muitas vezes basta assistir a um filme, viajar, jantar em um bom restaurante, passear no parque, dormir e sonhar ou mesmo fazer compras para se ter uma boa ideia. Porém é sempre interessante que o profissional esteja atento a tudo que acontece a sua volta. "Fazer arquitetura é colocar artes plásticas, cinema, culinária, moda, dança e teatro embaixo de um mesmo telhado", sintetiza o arquiteto brasileiro, Isay Weinfeld. "A moda é um dos interesses da minha vida, ela sempre me influenciou. Estou muito mais interessado em Paul Smith do que em Tadao Ando. Quando Paul faz, por exemplo, uma camisa branca, e o caseado do botão da camisa é roxo, isso tem tudo a ver com a arquitetura que pretendo fazer", assume.


Design: Isay Weinfeld

Design: Samu-Jussi Koski

Enfim, não importa quem influencia quem. O importante é que a arquitetura da moda é ser feliz; é se sentir confortável em um ambiente que lhe traga aconchego e personalidade marcante.

Design: Paul Smith

Design: Isay Weinfeld

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre apartamentos

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini explica sobre o surgimento dos apartamentos residenciais.


De acordo com o livro Espacios Pequeños “no início do século XIX, a migração massiva do campo para as cidades provocada pela industrialização deu lugar a uma mudança radical no estilo de vida da população”, surgindo assim as pequenas habitações residenciais.




Mas somente a partir dos anos 20, surge no Brasil (com uma rejeição inicial) uma nova forma de morar: os edifícios de apartamentos. Deste modo, edificações de vários pavimentos, com algumas unidades por andar, começavam a aparecer nas grandes cidades devido ao positivo desenvolvimento econômico.



Segundo Reis Filho estas possibilidades foram advindas do aperfeiçoamento das estruturas de concreto armado e da mecanização dos transportes verticais (elevadores), contudo, esta verticalização seria aceita com relutância, pois os edifícios eram considerados cortiços verticais.



Nos anos 30, poucas modificações aparecem e o uso das habitações verticais multifamiliares (edifícios de apartamentos) se torna muito comum, necessitando agora da presença do elevador.



Ao longo dos anos 40, o edifício de apartamentos passou a se popularizar incorporando-se ao modo de vida da população, abrigando principalmente a classe média e baixa.


Já na década de 50 surgem os grandes conjuntos habitacionais, servindo de moradia principalmente a classe menos abastada. Nesse aspecto, pode-se considerar que até os anos 60 pouco se alterou ou inovou o modo de morar da população.



Na década de 70, os edifícios são grandes construções de muitos andares e tomam lugar definitivo nos grandes centros. A especulação imobiliária expõe condomínios e edifícios habitacionais dotados de toda proteção para que os de fora não se habilitem a entrar e os de dentro não sejam incentivados a sair. A qualidade de vida, entretanto, é apenas insinuada e não realizada (Veríssimo & Bittar, 1999).



Apesar de toda evolução por parte dos materiais e do modo de vida da população, somente nos anos 80 e 90 temas como segurança, conforto e lazer se tornam importantes. “Assiste-se ainda a expansão dos Flats, onde o usuário só teria o trabalho de ir e vir. As funções acumuladas incorporam mais uma: o trabalhar em casa, realizada por profissionais liberais e prestadores de serviços, que utilizam um novo protagonista, presente cada vez mais no cotidiano das pessoas: o microcomputador.” (Costa, Maciel, Montes, Martins e Soares, 2003).


Nos anos 90, com a criação do sistema de condomínios, os usuários passam a administrar o edifício juntamente com uma empresa construtora e podem interferir no projeto, remodelando o espaço para melhor adequá-lo às suas necessidades, evitando reformas com alterações de alvenaria, transtornos e desperdícios de materiais.


Atualmente o conceito de apartamentos com dimensões reduzidas tornam-se muitas vezes a única opção para várias pessoas, seja pelo alto custo do metro quadrado de uma construção ou simplesmente pela necessidade de habitar no centro das cidades, próximo aos locais de trabalho, passeio e cultura.



Porém, segundo a pesquisa de Costa, Maciel, Monte, Martins e Soares “o dimensionamento dos espaços habitacionais tem sido tão sacrificado que, muitas vezes, atingem proporções prejudiciais ao desenvolvimento das funções às quais se destinam.” E, isso pode ser facilmente comprovado ao adquirir um “apertamento”, pois hoje, os apartamentos estão tão pequenos que chegam a interferir nas funções realizadas.


Para tanto é necessário otimizar e aproveitar os espaços ao máximo. “A otimização dos espaços, através do bom arranjo físico, é a contribuição mais viável para as questões relacionadas às restrições de uso real. Porém, o usuário sozinho nem sempre é capaz de adequar o mobiliário e os equipamentos sem comprometer sua usabilidade e a funcionalidade dos ambientes,” afirmam os autores acima citados.


Nesta tarefa de propor um melhor arranjo físico, disposição e organização espacial do mobiliário a fim de melhorar e facilitar as atividades domésticas, é que entra o trabalho do arquiteto. Além disso, um profissional da área de arquitetura também busca adequar os materiais, permitindo um maior conforto e comodidade, projetando de forma a afetar positivamente a produtividade dos usuários e de sua vida.


Outro aspecto interessante relacionado ao trabalho do arquiteto é uma avaliação que o profissional pode fazer ao usuário na compra de um imóvel, já que muitas vezes as pessoas não percebem se a habitação adquirida irá suprir às suas necessidades ou de sua família.


É muito comum, por exemplo, em apartamentos pequenos os usuários imaginarem que realizaram um mau negócio quando começam a distribuir o mobiliário pelo local. Porém, com o auxílio de um arquiteto as pessoas podem descobrir o prazer de habitar em um local bem projetado, mesmo que com dimensões reduzidas.