Minha foto
Umuarama, Paraná, Brazil
Arquiteta Especialista em Design de Interiores, apaixonada por arquitetura, arte, moda, música, design e cinema. É parte integrante do Corpo Docente da UNIPAR - UNIVERSIDADE PARANAENSE, no curso de Arquitetura e Urbanismo. Seu escritório está localizado na Av. Maringá, 5046 - Edifício Ravel Tower, na cidade de Umuarama, no Paraná. A arquiteta prima por projetos sofisticados, exclusivos e adaptados às mais diversas necessidades de seus clientes.
Mostrando postagens com marcador fotografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fotografia. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de maio de 2011

Arquitetura e Decoração: Matéria da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre ideias para seu ambiente.

Olá leitores!

Conforme o combinado, aqui está mais uma ideia lançada a vocês.
 Ideia n° 2!

2. Incorpore na decoração objetos e móveis que lhe remetam lembranças, histórias e sentimentos.

Sabe aquela cadeira de balanço utilizada por sua avó e que estava esquecida na casa de sua mãe? Ou aquele objeto de valor sentimental adquirido naquela viagem inesquecível? E aquelas fotografias que são uma verdadeira herança? Pois é, essas peças podem dar o ar da graça na sua decoração, além de trazer história, elas trazem estilo, deixando o ambiente alegre, belo, divertido, amigável ou curioso. Lembre-se que as emoções são guias constantes em nossas vidas, afetando a maneira como nos comportamos, sentimos, pensamos, tomamos decisões ou interagimos uns com os outros.


(Fotografias emolduradas - sentimento e decoração)

(Cadeira e abajur antigos trazem estilo para sala moderna)

(Mantas e almofadas antigas, também trazem além de um ar sentimental, um toque diferenciado em sua decoração)


 “A emoção torna você inteligente”.
David Norman


Beijos, Arquiteta Michelle Faura Ferrarini.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre Vitrinas

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini explora o bom uso das vitrinas na arquitetura comercial.

Olá leitores,

Nesta matéria busco reforçar a importância de uma boa vitrine ou vitrina (as 2 formas estão corretas) na arquitetura comercial.
Aproveitem e boa leitura!










Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br/


Olhem que interessante esta loja em Paris onde na própria composição da vitrine o arquiteto e designer tirou partido da chegada da primavera pra elaborar a composição.

Apesar de ser um espaço rígido e normalmente quadrado, a vitrina é uma mídia que deve estar sempre inovando, refletindo uma época, uma história e uma sociedade de consumo que alcançam interesse não só do usuário da arquitetura comercial, mas também da moda, das artes plásticas, do design e da fotografia.


Por meio de um estilo mais "barroco", a vitrine chama a atenção pela quantidade e disposição dos elementos. Neste caso, a roupa apenas faz parte do cenário e não é a peça primordial da composição.

 
Há algum tempo a vitrina deixou de ser tema apenas para amadores e apreciadores da moda, e passou a atingir um patamar da arte, passando a tarefa ao vitrinista, um profissional que tem o desafio de acender e instigar desejos, vontades e aspirações dos usuários, trabalhando a composição com sabedoria através de falta e excesso, cheios e vazios, texturas ou cores.



Vitrine clean, pop e moderna! Notem que apesar da quantidade de cores utilizadas no fundo da vitrina, as roupas se destacam, e ao mesmo tempo, se misturam com a composição.

 
De fato, as vitrinas devem traduzir o potencial do comércio em questão e demonstrar de forma criativa a exposição dos produtos para que se destaquem e se diferenciem do banal e da confusão, que normalmente acontecem na maioria das lojas.


Esta vitrina tem uma história interessante. Ela faz parte da loja Barneys, em Nova York, e não teve uma boa repercussão. Ela ficou exposta por apenas alguns dias e a loja foi chamada a se explicar devido a violência ao qual expôs os manequins. O diretor criativo da vitrina se justificou comparando sua criação a um filme do Hitchcock. Com certeza muitas cabeças rolaram no time criativo da Barneys. Apesar de tudo, a vitrine não deixa de ser interessante, não é mesmo?

 
Algo que todos sabem é que a vitrina nunca deve desfavorecer e desvalorizar um produto, pelo contrário, deve engrandecê-lo, torná-lo atrativo e encantador aos olhos do consumidor. Mas como tornar concreta essa realidade? A missão de arrumar e organizar uma vitrina parece simples, principalmente por ser algo que faz parte do nosso cotidiano, mas seu empobrecimento em relação à criação artística faz com que as vitrines atuais se mostrem como um espaço comum e não como um local que dá evidência aos produtos.



Esta vitrina demonstra que realmente criatividade não tem limites! A equipe contratada para fazê-la resolveu trabalhar com "manequins vivos" para chamar a atenção com relação aos materiais esportivos dos jogos olímpicos.


Na verdade tudo começa com a contratação de uma boa equipe de profissionais. Os chamados vitrinistas ou criadores de composição conseguem reforçar a imagem e a identidade de uma marca, acentuando o posicionamento da empresa e apresentando o produto ao consumidor. Já os diretores de visual merchandising desenvolvem temas filtrando exatamente o que é importante para cada marca, conforme a história da empresa. Juntos, esses profissionais buscam seduzir o consumidor fazendo com que o mesmo se sinta especial por adquirir este ou aquele produto que mostrará seu estilo de vida, imprimindo assim, uma assinatura pessoal e intransferível.


Vitrine demonstrando os principais personagens de um romance chinês que conta a trágica história de amor entre 2 aristocratas: Lady Lin Tai-Yu and Jia Pao-Yu. Vejam como a vitrine é bem elaborada e o cenário colabora perfeitamente para demonstrar a riqueza de detalhes deste romance.

 
Assim, independente da marca ou do serviço prestado, as empresas devem se preocupar imensamente com sua apresentação visual nas vitrinas, pois é o seu capital simbólico, seu selo, seu carimbo.



Composição com cores neutras que se harmonizam com as roupas expostas. Chiquérrima!


Existem também outros fatores que interferem e que devem se fazer presentes na apresentação visual da vitrina: o valor dos objetos, o atendimento da loja, o serviço que o acompanha, a história do produto e logicamente, suas qualidades.


Vitrine da Louis Vuitton em Waikiki. Muita segurança ou um minuto de celebridade?

 
O vitrinista português Carlos Grade, afirma que “A marca é a identidade e para que exista identidade deve haver diferenciação... alcançar identidade é sinônimo de legitimidade, de credibilidade, de afetividade e de personalidade. A identidade da marca sintetiza todo o esforço por construir uma coisa que podemos chamar de mil formas (produtos, objeto, serviços...) mas que, em definitivo, não é outra coisa do que satisfazer uma necessidade”.




Esta loja de luxo em Florença chamou a atenção ao dispor 18 flamingos voltados a uma maravilhosa pedra de ametista. Um conceito bem bacana!

Então, fica claro que quanto mais persuasiva e convincente for a vitrina, maior é seu poder de fazer com que o usuário queira entrar no quadrilátero encantador, charmoso e tentador que expõe produtos apaixonantes e interessantes.


Ange ou demon?

 As vitrinas de hoje, com suas superfícies envidraçadas acabam chamando a atenção somente pelo senso da visão, pois impedem que o usuário toque, manipule, cheire, ouça e sinta os produtos. Em uma perspectiva interessante podemos afirmar que a vitrina traz 2 lados diferentes. Do lado de fora, a transparência do vidro traz o ilusório, o intangível, o inacessível. Já do interior, o objeto se mostra acessível, ele vem até nós e então, agregamos um valor de uso a ele.


A união faz a força, ou neste caso, a quantidade e o ritmo!

 
Se considerarmos o cenário urbano, as vitrinas são de grande importância social, pois mostram exatamente o entendimento e a época dessa sociedade traduzida nos produtos. Elas qualificam o lugar em que se encontram e ajudam a construir tanto a imagem da loja como a do próprio espaço urbano que se insere. De fato, esses quadriláteros de vidro são uma forma de manifestar o imaginário social. Neles, se encontram objetos revestidos de valores que dialogam com um personagem: o usuário!


Outra vitrine da Louis Vuitton: simples e elegante!

 
As vitrinas incentivam a sensibilidade, proporcionando prazer aos usuários, estimulando-os a efetuar a compra e fazendo-os refletir sobre valores que lhes são apresentados e sobre os estilos de vida que a marca ou o produto representam. Deve haver assim uma identificação por parte do receptor – consumidor e do produto a ser consumido, refletindo assim as experiências, a relação com os serviços de determinada empresa, a posição na mídia e o gosto pelo produto em si. “A imagem da marca é um conjunto de representações ao qual se somam o histórico, o espaço, a personalidade, agregando valores importantes para cada usuário diferente” (MAYER E DEMETRESCO, 2004).



Outra vitrine da Barneys: um briefing.

Deste modo, indo do lúdico ao mágico, do sensual ao estético, do prazeroso ao sentimental, as vitrines devem criar histórias e narrativas que constituam espaços para descobertas informativas, culturais e estéticas. E, de uma maneira mais poética, pode-se dizer também que a vitrina deve propiciar o encontro do usuário com o seu “eu”, descobrindo e redescobrindo seus gostos, suas atitudes, seus desejos e até seus traços culturais.



Barneys de NY: chapéus expostos de maneiras inusitadas

Portanto, pode-se afirmar que as melhores recordações são essencialmente emocionais, e, por isso, a vitrine é um espaço onde são criadas ilusões de desejos ou necessidades, para que o usuário passe a querer possuir não certo objeto de valor econômico, mas de valores afetivos, sentimentais e passionais.



Esta loja encontrou uma maneira inteligente de atrair o público a olhar sua vitrine. Algumas jóias foram dispostas em gaiolas cor de rosa, sugerindo que a peça está "presa" e que você pode libertá-la a qualquer momento...basta comprar!

Bem, como deu pra perceber, montar uma vitrine é um trabalho sério que exige muito conhecimento e criatividade. Existem vários cursos de especialização específicos e uma área muito interessante e pouco explorada aqui no Brasil. Alguém se habilita?

Beijos,
Arquiteta Michelle Faura Ferrarini

sábado, 23 de outubro de 2010

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre Pop Art

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini comenta sobre o tema - Pop art como desmistificação da arte.

A pop art, ou arte popular, foi um movimento artístico que se desenvolveu no final da década de 50, tanto na Inglaterra, como nos E.U.A. para reagir ao expressionismo abstrato da década de 40, que dominava a estética desde o final da segunda guerra, reforçando a individualidade e a expressividade do artista e rejeitando os elementos figurativos.


Assim, com o intuito de renovar a arte da época, os artistas do Independent Group passaram a estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos, transformando-os nas temáticas para suas obras de arte. Desta forma, representavam os componentes mais ostensivos da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX.


A ideia primordial era gerar uma arte figurativa com base na iconografia da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade, fazendo com que o sentido e os símbolos da Arte Pop fossem universais e facilmente reconhecidos por todos, eliminado e contrariando a barreira entre a arte erudita e a arte popular. Latas de refrigerante, embalagens de alimentos, histórias em quadrinhos, bandeiras, panfletos de propagandas e outros objetos serviram de base para a criação artística deste período.


Porém, o objetivo era muito maior: criticar ironicamente o consumismo e o materialismo excessivo da sociedade da época. Desta maneira, os artistas reproduziam os objetos do cotidiano em tamanho maior, transformando e modificando o real em “hiper-real”.


Os principais signos estéticos eram utilizados com cores fortes, fluorescentes, brilhantes, vibrantes e inusitadas, através de colagens, repetições e outras técnicas que faziam alusão à produção industrial, utilizando materiais como o gesso, a tinta acrílica, o poliéster, o látex, entre outros.


Nomes como Eduardo Luigi Paolozzi, Richard Smith e Peter Blake são alguns exemplos do grupo britânico. Já Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Claes Oldenburg, James Rosenquist e Tom Wesselmann surgem como os principais representantes da arte pop em solo norte-americano.


Entre o meio artístico sempre houve discussão se a arte pop era ou não considerada arte, pois a mesma tinha um apelo comercial, e gerava controvérsias quanto a ser ou não ser uma verdadeira arte.




As opiniões eram diversas. Os artistas eruditos defenderam que uma arte publicitária não deveria ser considerada arte devido aos fins ao qual foi feita, já nascendo sob a ótica e a concepção das vendas.
Porém, é neste ponto que se inicia uma nova ironia. Será que os artistas tradicionais da época estavam distantes de conceberem suas obras para serem vendidas? Pois a partir do momento em que o mecenato é extinto, os artistas dependiam dos comerciantes para obterem seus ganhos e lucros. Porém, a diferença é que nem todos podiam esperar pela sorte de terem suas obras aceitas em museus de renomes e se tornarem rentáveis.



A opção pela Pop Art surge justamente neste cenário em que artistas não conseguiram obter sucesso imediato na cena artística, porém, se destacaram no movimento dos caminhos da cultura popular, buscando novas formas de trabalhos artísticos, como a pintura de cartazes, colagens para anúncios publicitários e desenhos de anúncios de produtos. E foi através deste contato com a cultura comercial que eles passaram a perceber uma nova concepção de arte.


Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Caio Peres

O épico passou a ser substituído pelo cotidiano e o que se produzia em massa passou a receber a mesma importância do que era único e exclusivo. O que era considerado vulgar, banal e kitsch passou a se tornar refinado e interessante.

Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Caio Peres

Já que o cinema, o design e a coca-cola faziam parte do dia-a-dia desses artistas, por que não enxergar estes elementos sob uma ótica artística? E foi com este pensamento que se iniciou o desaparecimento dos conceitos de "arte elevada" (para os ricos) e "arte vulgar” (para os pobres).


Os artistas da Pop Art lutaram e afirmaram sua arte como sendo uma verdadeira arte, apesar da publicidade, da propaganda e do apelo comercial, pois o processo desta arte dependia da criação artística , assim como ocorria na “arte pela arte”.


O movimento da arte pop foi um dos que mais contribuiu para desmistificar a idéia de que a arte era somente “para poucos”, aproximando a arte às massas populares.


Não só a cultura popular se torna uma temática de arte, mas também, a arte passa a ser integrante e atuante na cultura popular.



Graças a Pop Art, os filmes e as fotografias passaram a ser expostos em museus e exposições internacionais, ganhando vida e fazendo parte da nova cultura popular.