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Umuarama, Paraná, Brazil
Arquiteta Especialista em Design de Interiores, apaixonada por arquitetura, arte, moda, música, design e cinema. É parte integrante do Corpo Docente da UNIPAR - UNIVERSIDADE PARANAENSE, no curso de Arquitetura e Urbanismo. Seu escritório está localizado na Av. Maringá, 5046 - Edifício Ravel Tower, na cidade de Umuarama, no Paraná. A arquiteta prima por projetos sofisticados, exclusivos e adaptados às mais diversas necessidades de seus clientes.
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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Arquitetura e Decoração: Farmácia Farmais pela Arquiteta Michelle Faura Ferrarini.

Olá queridos leitores, como passaram o final de semana?

Hoje, apresento à vocês, uma reforma de uma farmácia aqui de Umuarama/PR. Foi um dos meus primeiros projetos, logo quando me formei há 7 anos atrás.
Antes da reforma podemos notar um ambiente poluído visualmente, confuso, desorganizado e sem o menor atrativo. Isso é muito prejudicial na arquitetura comercial, pois essa desorganização acaba sendo transmitida ao cliente, que também fica confuso, e pode correr o risco de não efetuar a compra.


 ANTES






Agora, vejam como uma simples reforma pode modificar todo o ambiente. No caso desta farmácia, por ser uma franquia, ela segue um padrão, devendo se adaptar as exigências de cores e revestimentos. Para isso, foram alteradas as cores e logomarca da fachada, gerando um painel mais organizado e de fácil leitura. As antigas pedras na parede da fachada foram substituídas por uma pintura em listras na cor rosê e branca, padrão da franquia. No interior, os painéis iluminados, as novas gôndolas, os detalhes nos pilares, o piso, as próprias cores e revestimentos, tudo favoreceu para deixar um ambiente mais prático e organizado. Desta forma os clientes conseguem se orientar melhor dentro do espaço.


DEPOIS

Projeto realizado pela Arquiteta Michelle Faura Ferrarini.

Projeto realizado pela Arquiteta Michelle Faura Ferrarini.

Projeto realizado pela Arquiteta Michelle Faura Ferrarini.

Projeto realizado pela Arquiteta Michelle Faura Ferrarini.

Projeto realizado pela Arquiteta Michelle Faura Ferrarini.


 
Um abraço da Arquiteta

terça-feira, 7 de junho de 2011

Arquitetura e Decoração: Matéria da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre Arteterapia.

 ARTETERAPIA: estimulação & criatividade!

Olá pessoal, tudo bem?

A matéria de hoje é muito bacana e interessante. Por acaso, você conhece a Arteterapia?
Bom, preocupações excessivas, grandes responsabilidades e problemas financeiros são dificuldades comuns encontradas pela maioria da população, podendo causar stress e até doenças psicossomáticas.
Nesse sentido, a arte pode exercer uma imensa colaboração ao ser humano, sendo um meio de expressão muito utilizado para transpor barreiras e ideologias. 
Realmente não há dúvidas quanto aos benefícios que o contato mais direto com a arte pode causar ao homem. É aí então que entra a Arteterapia. Esse tratamento surgiu a partir da relação particular e interativa entre o homem (sujeito) e um objeto de arte (criação), a fim de trabalhar conceitos como a auto-expressão, imaginação, metáforas e simbologias.


Um dos primeiros adeptos a testar e indicar esse tipo de terapia foi o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung. O médico acreditava que "Arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, é sensibilidade, criatividade, é vida".

Como funciona?
As atividades desenvolvidas em um ateliê terapêutico visam sempre expressar a linguagem artística em prol da saúde, utilizando os mais diversos meios de expressão como a dança, o teatro, a pintura, a música, o artesanato e as artes plásticas.

A iluminação natural também é um item importante a ser considerado, pois a luz do sol intensifica as cores, deixando o ambiente claro e cheio de vida.
A percepção visual, tátil, auditiva e olfativa deverá ser estimulada através das cores, texturas, música e materiais diversos, pois o corpo humano influi sobre a mente e emoções, causando diferentes sensações.
Portanto, independente da atividade realizada, a arte juntamente com a terapia podem contribuir no processo de tratamento terapêutico, tornando-se um caminho para se chegar ao inconsciente e subconsciente humano, através de atividades perceptivas, sensório-exploratórias, lúdicas e interativas.

  

                                                                   Fonte: http://www.notiziariodelleassociazioni.it/

                                                                  Fonte: http://www.arteterapia.org.br/

                                                                  Fonte: http://aconquistadabolina.blogspot.com/                                                                        (Ateliê de Arno Stern. Perfeito!)

                                                           (Ateliê de Arno Stern)

                                                        (Ateliê de Arno Stern)

Gostaram da matéria?
O que você acha sobre a Arteterapia? Escreva seu comentário.

Beijos da Arquiteta,

sábado, 23 de outubro de 2010

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre Pop Art

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini comenta sobre o tema - Pop art como desmistificação da arte.

A pop art, ou arte popular, foi um movimento artístico que se desenvolveu no final da década de 50, tanto na Inglaterra, como nos E.U.A. para reagir ao expressionismo abstrato da década de 40, que dominava a estética desde o final da segunda guerra, reforçando a individualidade e a expressividade do artista e rejeitando os elementos figurativos.


Assim, com o intuito de renovar a arte da época, os artistas do Independent Group passaram a estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos, transformando-os nas temáticas para suas obras de arte. Desta forma, representavam os componentes mais ostensivos da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX.


A ideia primordial era gerar uma arte figurativa com base na iconografia da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade, fazendo com que o sentido e os símbolos da Arte Pop fossem universais e facilmente reconhecidos por todos, eliminado e contrariando a barreira entre a arte erudita e a arte popular. Latas de refrigerante, embalagens de alimentos, histórias em quadrinhos, bandeiras, panfletos de propagandas e outros objetos serviram de base para a criação artística deste período.


Porém, o objetivo era muito maior: criticar ironicamente o consumismo e o materialismo excessivo da sociedade da época. Desta maneira, os artistas reproduziam os objetos do cotidiano em tamanho maior, transformando e modificando o real em “hiper-real”.


Os principais signos estéticos eram utilizados com cores fortes, fluorescentes, brilhantes, vibrantes e inusitadas, através de colagens, repetições e outras técnicas que faziam alusão à produção industrial, utilizando materiais como o gesso, a tinta acrílica, o poliéster, o látex, entre outros.


Nomes como Eduardo Luigi Paolozzi, Richard Smith e Peter Blake são alguns exemplos do grupo britânico. Já Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Claes Oldenburg, James Rosenquist e Tom Wesselmann surgem como os principais representantes da arte pop em solo norte-americano.


Entre o meio artístico sempre houve discussão se a arte pop era ou não considerada arte, pois a mesma tinha um apelo comercial, e gerava controvérsias quanto a ser ou não ser uma verdadeira arte.




As opiniões eram diversas. Os artistas eruditos defenderam que uma arte publicitária não deveria ser considerada arte devido aos fins ao qual foi feita, já nascendo sob a ótica e a concepção das vendas.
Porém, é neste ponto que se inicia uma nova ironia. Será que os artistas tradicionais da época estavam distantes de conceberem suas obras para serem vendidas? Pois a partir do momento em que o mecenato é extinto, os artistas dependiam dos comerciantes para obterem seus ganhos e lucros. Porém, a diferença é que nem todos podiam esperar pela sorte de terem suas obras aceitas em museus de renomes e se tornarem rentáveis.



A opção pela Pop Art surge justamente neste cenário em que artistas não conseguiram obter sucesso imediato na cena artística, porém, se destacaram no movimento dos caminhos da cultura popular, buscando novas formas de trabalhos artísticos, como a pintura de cartazes, colagens para anúncios publicitários e desenhos de anúncios de produtos. E foi através deste contato com a cultura comercial que eles passaram a perceber uma nova concepção de arte.


Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Caio Peres

O épico passou a ser substituído pelo cotidiano e o que se produzia em massa passou a receber a mesma importância do que era único e exclusivo. O que era considerado vulgar, banal e kitsch passou a se tornar refinado e interessante.

Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Caio Peres

Já que o cinema, o design e a coca-cola faziam parte do dia-a-dia desses artistas, por que não enxergar estes elementos sob uma ótica artística? E foi com este pensamento que se iniciou o desaparecimento dos conceitos de "arte elevada" (para os ricos) e "arte vulgar” (para os pobres).


Os artistas da Pop Art lutaram e afirmaram sua arte como sendo uma verdadeira arte, apesar da publicidade, da propaganda e do apelo comercial, pois o processo desta arte dependia da criação artística , assim como ocorria na “arte pela arte”.


O movimento da arte pop foi um dos que mais contribuiu para desmistificar a idéia de que a arte era somente “para poucos”, aproximando a arte às massas populares.


Não só a cultura popular se torna uma temática de arte, mas também, a arte passa a ser integrante e atuante na cultura popular.



Graças a Pop Art, os filmes e as fotografias passaram a ser expostos em museus e exposições internacionais, ganhando vida e fazendo parte da nova cultura popular.