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Umuarama, Paraná, Brazil
Arquiteta Especialista em Design de Interiores, apaixonada por arquitetura, arte, moda, música, design e cinema. É parte integrante do Corpo Docente da UNIPAR - UNIVERSIDADE PARANAENSE, no curso de Arquitetura e Urbanismo. Seu escritório está localizado na Av. Maringá, 5046 - Edifício Ravel Tower, na cidade de Umuarama, no Paraná. A arquiteta prima por projetos sofisticados, exclusivos e adaptados às mais diversas necessidades de seus clientes.

domingo, 26 de setembro de 2010

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre porcelanatos

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini explica sobre o porcelanato: a linguagem do revestimento do terceiro milênio.



O porcelanato nada mais é que um tipo especial de cerâmica fabricado com tecnologia avançada. O que difere este piso da cerâmica esmaltada comum são o seu processo de queima (alta temperatura) e as matérias primas nobres que compõem a sua massa, com baixíssima absorção de água (sendo 0,1% para os porcelanatos técnicos e 0,5% para os porcelanatos esmaltados).



Em seu processo de fabricação, o porcelanato recebe a chamada "monoqueima", onde somente uma queima é realizada. Sua resistência permite uma qualidade superior aos demais pisos cerâmicos, aliando beleza, resistência e uniformidade, ganhando nesses quesitos, de algumas pedras naturais.



Como a massa de argila do porcelanato é compactada a altíssimas temperaturas, por ser bem prensada, a placa fica praticamente isenta de poros e acaba absorvendo menos água, o que aumenta a sua resistência mecânica, tanto em relação às variações térmicas quanto aos reagentes químicos.



Por meio de um processo produtivo considerado ecologicamente correto e econômico (devido à estrutura mais leve e menores espessuras que as pedras naturais), o porcelanato explora as jazidas de maneira mais racional. Enquanto a exploração convencional das pedras é realizada até quando houver a possibilidade de retirar grandes chapas, a matéria prima do porcelanato é explorada sem desperdício. Além disso, no final do processo, toda a área é recomposta ou reflorestada.


De origem Européia, mais precisamente Italiana, a tecnologia do porcelanato domina o mercado externo com aproximadamente 60% de sua produção. Já no Brasil, o produto começou a ganhar destaque e força somente no final da década de 90, quando algumas empresas brasileiras resolveram investir na produção própria. Mesmo assim, a produção do porcelanato no Brasil ainda é baixa quando comparada as empresas estrangeiras.


Quanto a seu uso, inicialmente o porcelanato foi concebido para aplicação de pavimento (piso), mas devido a sua elevada qualidade técnica através de suas características, hoje é possível utilizá-lo nos mais variados meios: revestimento em fachada de edifícios, em bancadas ou até em mobiliário.


Com uma gama enorme de acabamentos, o porcelanato pode receber polimento, que lhe confere brilho, ou pode ser utilizado em sua forma natural, com aplicação de esmalte ou não. Sua superfície pode ser natural, mate ou polida, ou ainda esculpida com relevos e estruturada, que remete um aspecto à pedra natural. Em casos especiais, pode apresentar um corpo colorido, que lhe confere uma diversidade de composição e paginação, podendo ser utilizado tanto ambientes internos como externos, em residências ou comércios.


Deve-se ter consciência que o porcelanato polido (brilhante) é mais suscetível a riscos e manchas, enquanto o acetinado é próprio para ambientes com um alto tráfego. Uma dica importante é válida para os porcelanatos a serem instalados na cozinha: invista na aplicação de impermeabilizantes e dê preferência ao rejunte epóxi.



Em relação à manutenção, o porcelanato deve ser limpo apenas com água e detergente neutro. Não se espante se na instalação de um porcelanato polido ele não tiver o mesmo brilho que tinha quando estava exposto na loja de materiais de construção. Provavelmente o seu porcelanato está com uma camada de cera protetora (cera que protege o produto contra manchas leves, durante o transporte, estocagem e instalação). Verifique com o fabricante ou o vendedor da loja que você adquiriu o produto se o mesmo possui a cera. Se possuir, tente removê-la com um removedor de ceras e tintas (produto desenvolvido para a remoção desse tipo de cera). Caso não dê certo, provavelmente seu porcelanato está com defeito de fábrica (o que pode acontecer se ele não for um produto da classe A).



Uma dúvida geral também ocorre em relação à retificação do produto. Mas afinal, você sabe o que é um porcelanato retificado? Sabia que produtos retificados são apenas placas cerâmicas que, após a queima, passam entre rebolos diamantados que garantem dimensões finais precisas, permitindo o total alinhamento durante o assentamento. O porcelanato retificado é indicado e garantido para se realizar o assentamento com a junta seca (1.5mm), dando ao ambiente depois de pronto, o efeito de uma única placa.
 

O porcelanato que chegou ao Brasil a pouco menos de 20 anos foi totalmente aceito e é amplamente utilizado, oferecendo elegância e sofisticação a projetos de diferentes estilos. Além de se destacar nas propostas contemporâneas que exigem um visual mais uniforme e “clean” (limpo).

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre pisos cerâmicos

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini discute sobre alguns pré-requisitos técnicos do piso cerâmico.

Grande parte do sucesso de vendas do piso cerâmico dá-se pela variedade de formatos, texturas e cores, que atende aos mais diversos gostos e “bolsos”.




O Brasil é o segundo maior consumidor mundial de pisos cerâmicos e o seu uso que antigamente se restringia apenas à cozinha e ao banheiro, hoje se estende por toda a casa.


Algumas características são fundamentais na hora da aquisição de um piso cerâmico. A porosidade, por exemplo, interfere na capacidade de suportar peso. Quanto mais água o piso absorver, menor será a sua resistência mecânica. Em locais que ficam muito expostos a umidade, como banheiros, é imprescindível que a absorção de água seja baixa (entre 0 e 10%).


A qualidade da matéria prima empregada no esmalte do piso também é muito importante, pois determina o quanto ele suporta o desgaste por atrito, ou seja, sua resistência à abrasão. Esses índices são determinados por testes feitos pelos padrões do Porcelain Enamel Institute, conhecidos também por PEI. Quanto maior o valor do PEI, maior a resistência do piso.



Observe abaixo os pré-requisitos técnicos para diferentes situações de pisos e revestimentos:

• Banheiros: PEI 2 e absorção entre 0 e 10%.

• Cozinha: PEI 3 (no mínimo) e absorção entre 0 e 10%.

• Quarto: PEI 3.

• Sala: PEI 3. Porém, use o PEI 4 se o ambiente der acesso à área externa da casa, deixando o ambiente mais exposto à sujeira que pode arranhar o piso.

• Áreas externas: PEI 4, aborção entre 0 e 10% e coeficiente de atrito superior a 0,4.

• Garagem: PEI 5 e absorção entre 0 e 10%.

Outro fator que devemos prestar atenção é em relação ao coeficiente de atrito (aspereza) do piso. Para rampas, escadas ou locais que ficam expostos à chuva, o ideal é que se utilize um piso antiderrapante, com o intuito de evitar acidentes. Os fabricantes adicionam areias e minerais para aumentar sua resistência ao escorregamento, que de preferência deve se igualar ou exceder o grau de 0,4. Na dúvida, não deixe de perguntar! Profissionais, vendedores e fabricantes estão cada vez mais preparados e informados para auxiliar os usuários.


Em relação ao custo, há várias opções de preços e modelos. Tamanhos, estilos e qualidades técnicas fazem os valores por m² variarem bastante. Lembre-se que nem sempre o piso mais caro é o melhor produto para seu projeto. Peça auxílio a um arquiteto, pois a escolha de pisos e revestimentos é fundamental na harmonização de paredes, teto e mobiliário. A paginação também é um item importante, que deve ser elaborada antes da colocação dos pisos.


Um segredo significativo para instalar o piso cerâmico é seguir as instruções do fabricante. Segundo Eduardo Quinteiro, tudo começa com uma boa base. Uma vez feito o contrapiso, ele precisa de duas semanas para curar completamente. É o momento, então, de assentar a cerâmica, levando em conta os espaçamentos entre as peças. Depois de 72 horas, faz-se o rejuntamento, que deve ser realizado obrigatoriamente com um material impermeável.



Uma das vantagens do piso cerâmico é a facilidade na sua manutenção. Água abundante e sabão neutro bastam para manter o piso limpo e com aspecto agradável por mais tempo. Vale a recomendação de se utilizar um capacho na porta de entrada para evitar que grãos de areia trazidos pelas solas dos calçados possam arranhar e prejudicar o brilho do piso.


Outra característica positiva é sua durabilidade. Dependendo da qualidade do piso cerâmico ele resiste por mais de 40 anos: é o caso dos produtos de classe A. Se optar por um produto mais econômico, tenha consciência que os modelos das classes B e C possuem defeitos (diferenças de tamanho e tonalidade, peças quebradas) e na maioria das lojas, não são passíveis a trocas.



Por fim, desista dos pisos cerâmicos se você não quiser pisar em um piso frio.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre pisos laminados de alta resistência

Dando sequência nos artigos sobre pisos, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini explica sobre os pisos laminados de alta resistência.

Com um custo menor que o piso de madeira natural, os pisos laminados são uma ótima alternativa pra quem gosta de conforto, aconchego e praticidade.



Fonte: http://images03.olx.com.br/

Com uma enorme gama de cores, texturas, tamanhos e acabamentos, esses pisos são produtos duráveis, resistentes a abrasão e aos riscos, que a cada dia ganham mercado e encantam usuários.


Fonte: http://www.sbellopisos.com.br/

 A força do produto se dá pela combinação de uma resina melamínica que cobre o piso e um miolo de HDF ou HPP (painéis de madeira reconstituída de alta densidade), fazendo com que esse piso resista à sujeira - sem manchar, agüente a pressão pontual dos saltos dos sapatos femininos -sem marcar, e até o calor da brasa dos cigarros – sem queimar.


Fonte: http://www.kronotex.com.br/

Dentre as suas maiores vantagens estão a praticidade, a rapidez de instalação e a sustentabilidade, pois o substrato HPP encontrado no miolo é fabricado com madeira de eucalipto, proveniente de florestas certificadas, tornando-se um produto ecologicamente correto.

Os pisos laminados são ideais para dormitórios, salas, escritórios, home theaters ou qualquer outro ambiente interno e seco. Existem ainda os que são indicados para áreas de alto tráfego de pessoas, podendo ser aplicados em lojas, hotéis, consultórios e outras áreas comerciais.


Projeto e Foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini

Segundo a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini, para os usuários que residem em apartamento e querem utilizar esse tipo de piso, é ideal que se aplique entre o piso e o contrapiso um painel de madeira de baixa densidade, diminuindo assim o impacto causado pelos próprios moradores.


Projeto e Foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini

A instalação é descomplicada e rápida. O piso é vendido em réguas de madeira que são encaixadas umas nas outras, sem a necessidade de cola ou prego, por isso são também chamados de pisos flutuantes. Sob o piso, é colocada uma manta que possui a função de proteger contra umidade e diminuir o ruído provocado pelos passos.

Os acessórios necessários para a instalação como rodapés, cordões e acabamentos para escada são fornecidos pelos próprios fabricantes, acompanhando assim a tonalidade do produto e permitindo perfeito acabamento.


Além de antialérgico, esses pisos são extremamente práticos para limpeza e exigem pouquíssima manutenção, que deve ser feita com um pano úmido e bem torcido.

A garantia dos fabricantes varia de 5 a 16 anos, conforme a marca. No entanto, com a alta tecnologia atualmente empregada em sua produção, estima-se que a sua vida útil alcance até 30 anos.

Desista dele se você pretende utilizá-lo em áreas molhadas ou se você acha que o laminado terá aparência e toque idênticos aos da madeira!

Projeto e Foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini by Marel - Umuarama

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre pisos de madeira

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini esclarece algumas dúvidas mais comuns sobre pisos de madeira.

No momento em que se chega à fase da escolha de acabamentos em uma construção surgem sempre muitas dúvidas sobre qual o melhor tipo de produto a ser aplicado, de acordo com as necessidades de cada usuário.

E quando o assunto é relativo ao tipo de piso, não poderia ser diferente. A hesitação é constante e a dúvida toma conta do usuário: madeira ou piso cerâmico? Laminado ou porcelanato? Cimento queimado ou tijolo? Pastilha de vidro ou pedra?

Não é a toa que o usuário fique confuso. Sem uma orientação profissional muitas vezes fica difícil realizar a melhor escolha, pois atualmente há inúmeras opções no mercado.

É sempre um prazer “vestir” a casa, porém deve se levar em conta a durabilidade dos produtos, a facilidade na manutenção, os cuidados na instalação e o custo.

Com o intuito de esclarecer alguns questionamentos dos usuários, nesta matéria a madeira torna-se a rainha dos pisos.




A madeira traz aconchego e beleza ao ambiente, porém o conforto tem seu preço: exige a correta escolha da espécie, sua proteção contra umidade e uma manutenção contínua.

Podemos dizer que tradicionalmente madeira não combina com água. Por isso, seu uso constante se dá nos ambientes internos, como salas, quartos, escritórios, recepções. Entretanto, isso não quer dizer que a madeira não possa ser utilizada em áreas molhadas, como cozinhas, banheiros e decks de piscinas.


  
Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Tiago Lima

A madeira até pode entrar em contato com a água, desde que por pouco tempo, para não abrir caminho para fundos e bactérias. É importante o arquiteto projetar corretamente esses ambientes, criando condições para a madeira secar rapidamente. Muitas vezes, boas condições de ventilação são suficientes para solucionar o problema. No caso dos decks que ficam expostos às intempéries, é fundamental a aplicação de stain ou óleo de linhaça a cada 2 anos.

O consultor Armando Gonzaga, de Florianópolis afirma que “geralmente, as madeiras de cores muito fortes tem boa resistência porque são bastante impregnadas de seiva. É o caso do ipê, do jatobá, da sucupira, do amarelinho e do roxinho”.





Tratando-se de pisos em madeira, devemos entender que quanto menor a peça, menor a chance de dilatação e contração, e por conseqüência, menor empenamento. As vantagens das dimensões pequenas são os preços econômicos, pois a matéria prima torna-se mais aproveitada. Para esses casos, as espécies mais utilizadas são: jatobá, ipê, cumaru, perobinha e tacos de eucalipto e os tipos de pisos que podem ser adotados: parquê, tacos, assoalhos e decks.





Quanto à manutenção, os fabricantes afirmam que uma vassoura de pêlo e aspirador de pó são suficientes para manter o piso limpo. Panos úmidos torcidos não são admitidos, pois a madeira pode absorver água, inchar e com o tempo adquirir uma aparência “craquelada”.


Se bem cuidados, os pisos de madeira podem durar por muitos anos, mas desista deles se você for um usuário que faça questão de lavar o chão ou se não tiver tempo de esperar a cura de 30 dias do contrapiso de concreto.


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre Minimalismo

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini explora sobre os conceitos e as facetas do estilo minimalista. Afinal, o minimalismo é o mínimo ou o máximo?

O termo minimalismo refere-se a vários movimentos artísticos e culturais, que marcou profundamente a base da criatividade dos artistas do século XX. A palavra foi aplicada pela primeira vez para designar o movimento artístico desenvolvido no final da década de 60, nos Estado Unidos, como uma reação contra a subjetividade e a abstração expressionista, além da oposição a ganância da sociedade daquela época. Justamente por esses motivos, o minimalismo trabalha a arte como uma redução ao mínimo, em relação ao número de cores, valores, formas, linhas e texturas.


Porém, muito além do conceito de mínimo, o minimalismo é concebido para ampliar a essência do que é realmente importante, destacando apenas o ponto focal da criação. Simplicidade, geometria, honestidade, universalidade, síntese, claridade, precisão, e aplicação de novas tecnologias e materiais, marcam esse estilo que é inteiramente ligado ao movimento moderno.



E, falando de arquitetura, como um ambiente tão simples pode ser tão rico e significar tanto? É difícil explicar, mas a pureza e a “limpeza” da forma simplesmente encantam alguns usuários adeptos a mais que um conceito, um estilo de vida.


Na verdade, para nós brasileiros, é complicado aceitar e captar essa essência sintética, pois nossa sociedade foi “educada” para mostrar sua riqueza através da quantidade, do volume, da grandeza, do exagero e não por meio da qualidade aliada à simplicidade. Não que isso seja pejorativo, mas faz parte da nossa cultura, da nossa raiz latina, cheia e rica de elementos.


Todavia, devemos considerar que não se cria ou se faz minimalismo, se é minimalista, se nasce deste modo. A cultura japonesa é para nós, um exemplo vivo e interessante. Assinalada como símbolo do essencial, o estilo Zen procura eliminar todas as coisas supérfluas, buscando a simplicidade, que segundo a filosofia budista, gera maior concentração e apreciação intensa de tudo que nos rodeia, tornando-se assim, o sonho minimalista do século XXI.
 

Contrário a ideia da estética pela estética, a arte minimalista faz uso do silêncio, da repetição, da tranqüilidade e do vazio. Identificado pela construção sem excessos, pelo uso de cores neutras, materiais industriais modernos, pela ausência de adereços e adornos desnecessários, esse “estilo arquitetônico” pode a princípio nos trazer uma imagem de um ambiente “frio” e desconfortável, em que a estética sacrifica o conforto. Por esse motivo, vários profissionais que adotaram esse estilo não concordam com a denominação “minimalista” e não admitem seu uso abertamente, já que o termo é muito polêmico entre eles. Mies van der Rohe, Álvaro Siza, Paulo Mendes da Rocha, Luis Barragan e Tadao Ando, são alguns exemplos de arquitetos minimalistas que se inspiraram no conceito de “menos é mais”.




Agora, respondendo ao questionamento desse artigo, o minimalismo consegue ser mínimo e máximo ao mesmo tempo. Mínimo em formas, em distrações não necessárias no espaço, em elementos supérfluos, e ao mesmo tempo, é o máximo em equilíbrio, harmonia, simplicidade e qualidade do espaço.



E para finalizar esse artigo, termino com uma frase do designer Ou Baholyodhin: “Há duas maneiras de alcançar o prazer e a felicidade. Uma maneira é destacar a beleza sensual de tudo que nos rodeia. A outra é eliminar tudo que pode espalhar a sombra e a escuridão sobre a mesma.”


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre Cozinhas

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini explica sobre como ocorreu a evolução das cozinhas ao longo do tempo até se transformarem nos atuais espaços gourmet.

Segundo a enciclopédia virtual Wikipédia, a cozinha é uma divisão da casa especificamente usada para o preparo da comida, e seu desenvolvimento está intrinsecamente ligado com o progresso da capacidade de preparar os alimentos no fogão. Até o século XVIII, a fogueira era a única maneira de esquentar os mantimentos, e a arquitetura da cozinha se reflete nesse fator. Mais tarde, entre a metade do século XVIII e XIX, quando avanços técnicos trouxeram novas formas de aquecer as iguarias, arquitetos tiraram vantagem da recém-adquirida flexibilidade para trazer mudanças fundamentais para a cozinha.


Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Tiago Lima

Uma curiosidade interessante da época é que a água da torneira tornou-se gradualmente disponível somente durante a industrialização; pois antes, ela tinha que ser adquirida através do poço mais próximo e esquentada na cozinha.

Com a evolução tecnológica, os novos conceitos da cozinha se estenderam ao simples ato de cozinhar. Praticidade, acolhimento, integração e funcionalidade podem ser consideradas a síntese da cozinha moderna. Atualmente, esse ambiente versátil tem o poder de tornar-se o centro de outras atividades e, em muitos casos, chega a ser o cômodo preferido dos usuários, o “coração da casa”.

Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Tiago Lima


Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Tiago Lima


Também chamado de “espaço gourmet”, a cozinha pode transformar-se em um palco do prazer, através do preparo das refeições, e começar atender a uma platéia, composta por amigos e familiares. Para que isso se torne possível, esse espaço deve ser criado junto à sala de jantar ou ao living, acomodando melhor os convidados. Essa integração permite aos usuários que estão aguardando a refeição, a possibilidade de assistir televisão, ouvir uma boa música e se entreter, ou mesmo conversar com o mestre cook. Quando a cozinha for pequena e não permitir essa integração com outros ambientes, pode-se tirar proveito da bancada para colocar alguns bancos ou cadeiras para acomodar os usuários.

Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Tiago Lima

A ilha de trabalho é outro elemento essencial, em que modernos fogões elétricos (essencialmente os que oferecem chamas bem fortes para preparos rápidos e bem baixas para cozimentos longos), um bom forno (dê preferência àqueles que mantenham a temperatura interna sem grandes alterações e aos que possuem queimadores superiores, pois são importantes para gratinar), uma coifa grande e eficiente, além de um conjunto de facas mantidas sempre bem afiadas, geladeira com compartimento para refrigerados e congelados separados (se possível adquira um modelo que possua dispenser de gelo e água), e outros eletrodomésticos encontram-se à disposição do chef.

Projeto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini
Foto: Tiago Lima

Em reportagem dada exclusivamente a revista Veja, Regina Pardini (39 anos, médica), conta sua experiência ao executar uma cozinha gourmet com menos dinheiro.


Há quanto tempo possui uma cozinha gourmet?
R: dois anos.

Luxo que compensa, segundo a usuária.
R: o piso de mármore prensado – "fácil de limpar e com eterna aparência de limpo".

O que se arrependeu de colocar em sua cozinha?
R: uma TV de alta definição – “não usei mais do que duas vezes”.

Sugestão para os novatos
R: reunir os utensílios e aparelhos numa única bancada – "Espalhá-los com propósito decorativo atrapalha na hora de cozinhar".

Abaixo, seguem algumas orientações de arquitetos sobre como economizar ao executar uma cozinha gourmet:

1. ARMÁRIOS TRANSPARENTES :

Como é mais comum: móvel com portas de vidro deslizantes.
Preço do armário novo: a partir de 1500 reais
Sugestão dos especialistas para economizar: usar grades de metal – elas também se prestam a exibir e organizar os utensílios.
Preço da reforma: a partir de 500 reais

2. PAREDE SEM AZULEJOS PARA HARMONIZAR COM A SALA

Como é mais comum: utilizar materiais nobres e fáceis de limpar, como porcelanato e granito
Preço da parede nova (por metro quadrado): de 60 à 300 reais (porcelanato) a 200 à 800 reais (granito)
Sugestão dos especialistas para economizar: usar tinta acrílica nas paredes mais distantes do fogão e da pia – o efeito produzido é semelhante ao dos materiais mais caros
Preço da reforma (por metro quadrado): a partir de 150 reais.

3. BANCADA PARA PREPARAR A COMIDA E REUNIR OS AMIGOS

Como é mais comum: situá-la no centro da cozinha e a ela acrescentar armários de correr e banquetas
Preço da bancada nova: de 1000 à 10.000 reais
Sugestão dos especialistas para economizar: derrubar a metade da parede que separa a cozinha da sala e aproveitar o restante da estrutura para servir de apoio à bancada – recomenda-se que ela fique a 90 centímetros do chão
Preço da reforma: 1500 reais (com tampo de granito).