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Umuarama, Paraná, Brazil
Arquiteta Especialista em Design de Interiores, apaixonada por arquitetura, arte, moda, música, design e cinema. É parte integrante do Corpo Docente da UNIPAR - UNIVERSIDADE PARANAENSE, no curso de Arquitetura e Urbanismo. Seu escritório está localizado na Av. Maringá, 5046 - Edifício Ravel Tower, na cidade de Umuarama, no Paraná. A arquiteta prima por projetos sofisticados, exclusivos e adaptados às mais diversas necessidades de seus clientes.
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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre Pequenos Espaços x Grandes Soluções

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini explica como é possível ambientar pequenos espaços criando grandes e inteligentes soluções.

Viver em habitações com dimensões reduzidas e íntimas vem se tornando cada vez mais uma tendência, uma necessidade ou até mesmo, uma opção de modo de vida. Muitos arquitetos, designers e um número cada vez maior de usuários vêm optando em adquirir uma habitação menor, quer seja pelo custo do metro quadrado da construção ou mesmo pelo prazer e pelo reconhecimento do aconchego de morar em um espaço pequeno.







Atualmente, o novo estilo de vida, cheio de criatividade e originalidade acontece em torno desses espaços: apartamentos, duplex, lofts ou até mesmo oficinas. O grande “x” da questão é como aproveitar ao máximo esses espaços, trazendo conforto e funcionalidade para dentro de casa.


Fonte: http://www.youworkforthem.com

As soluções implantadas normalmente são inovadoras e inteligentes, e requerem, por parte dos arquitetos, ideias audaciosas pensadas para espaços limitados. Além disso, os avanços tecnológicos permitiram que aparelhos eletro-eletrônicos se tornassem cada vez mais reduzidos e práticos, contribuindo assim para potencializar o espaço utilizado.

Fonte: http://blog.craftzine.com/


Ao vivermos em um espaço reduzido devemos ter consciência que o mobiliário deve ser adequado ao local. Portanto, ao se mudar para um apartamento, por exemplo, saiba que os móveis deverão ser projetados para aquele espaço! “Muitos usuários querem trazer os móveis da sua antiga casa para seu novo apartamento, mas essa situação torna-se complicada, pois nem todas as peças poderão ser aproveitadas.”, afirma a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini.


Fonte: http://www.furniture-for-small-spaces.com

Uma ideia atraente e bastante usada em espaços limitados é o chamado mobiliário multifuncional. Como o próprio nome já diz, é um tipo de mobiliário ou objeto que tem várias funções e usos variados. Biombos que se transformam em cadeiras, escadas que abrigam livros, armários embutidos, mesas portáteis, portas de correr e divisões bifuncionais também são soluções interessantes que podem ser adotadas nos pequenos espaços.

Fonte: http://furniture-for-small-spaces.com/

Além do mobiliário, a correta iluminação, escolha de cores, distribuição e especificação de materiais também permite criar a ilusão de dispor de uma superfície muito maior do que a que realmente se tem. Iluminação zenital (clarabóias), focos de iluminação, superfícies refletoras ou brilhantes (porcelanato, pastilhas de vidro, laminados melamínicos – também conhecido como fórmica) e materiais translúcidos (vidro jateado, mini boreal, acrílicos, tijolos de vidro, cortinas em voil) proporcionam excelentes resultados.



Alguns truques também auxiliam na percepção do espaço e devem ser usados quando se tratar de espaços pequenos:

• Pintar o teto de branco causa uma sensação de amplitude de pé direito (altura).


Projeto e Foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini

• Tons claros nas paredes e no mobiliário causam a impressão de vastidão, aumento.


Projeto e Foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini

• Espelhos podem e devem ser utilizados para ampliar o espaço.


Projeto e Foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini

• Aproveite os pilares e outras saliências para criar prateleiras ou armários embutidos.


Projeto e Foto: Arquiteta Michelle Faura Ferrarini



Fonte: http://www.designboom.com/

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Arquitetura e decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre banheiros

Neste artigo a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini dá dicas sobre os cuidados que devem ser tomados na hora de construir ou reformar um banheiro.

Fonte: http://www.trendir.com/archives/pink-bathroom-ideas-laufen-4.jpg

A higiene e a limpeza são práticas humanas que no decorrer do tempo adaptaram-se à sociedade e cultura que estão inseridas. Na antiguidade, banhos e cuidados com a preservação da saúde individual e coletiva eram práticas usuais dos chineses e egípcios. Uma curiosidade datada no ano de 2.500 a.C. se diz respeito aos banheiros executados dentro das pirâmides, que tinham o intuito de tornar a eternidade dos faraós mais agradável.



Gregos e romanos, nossos antecessores clássicos, foram os responsáveis por canalizar águas pluviais e fluviais, tornando-se os precursores em sistemas hidráulicos.

Os banheiros coletivos também eram muito comuns, tanto em termas (piscinas aquecidas por aquecedores a lenha sobre os pisos), como em salas quentes (saunas). Reuniões, encontros, conversas e acordos eram realizados nesses espaços públicos que estimulavam a ciência, a arte e a política.


                                                                          Fonte: http://www.legaljuice.com/bathroom.jpg

Na Idade Média, os hábitos de higiene foram totalmente ignorados, trazendo sérias conseqüências para a Europa, como pestes e epidemias, pois as necessidades fisiológicas eram simplesmente despejadas pelas janelas.

Nos castelos, os banheiros eram feitos em uma espécie de quarto escuro com um buraco e um assento de madeira. Acreditava-se que a claridade atraia insetos e moscas, que poderiam transmitir doenças.



A classe mais elitizada possuía um objeto móvel para realizar suas necessidades, conhecido também como penico. Os banhos eram raros mesmo para os ricos. Para as pessoas menos abastadas, a água servia para banhar a família inteira: homens, filhos e por último, mulheres.

No século XVIII, mais precisamente em 1775, em Londres, Alexander Cunnings cria o sifão para ser acoplado aos vasos sanitários, reduzindo assim os terríveis odores. Portanto, foi nessa época que o penico medieval foi substituído pelo vaso sanitário assim como o conhecemos hoje e somente no fim desse século, os arquitetos começaram a incorporar o banheiro em seus projetos residenciais.

                                                  Fonte: http://www.trendir.com/archives/keuco-bathroom-furniture-edition-palais.jpg

No século XIX, os sistemas de canalização voltaram a funcionar, e os acessórios e artefatos para banheiros passaram a serem produzidos com estilo e materiais nobres: mármores, granitos, louças e metais.

Os banhos eram feitos em tinas (espécie de um tanque de água) e a higiene pessoal e diária dava-se por meio do famoso gomil (jarro de boca estreita) em penteadeiras ou toucadores. E somente em 1800, nos EUA, foi produzida a primeira banheira em cobre.

Os avanços tecnológicos do século XX foram muito importantes para que a sociedade adquirisse uma consciência de limpeza, beleza e bem-estar. A água encanada, o saneamento básico e mudanças no comportamento da população, fizeram com que a civilização moderna se preocupasse com sua saúde. Descargas, chuveiros e sifões passaram a ser obrigatórios em qualquer espaço destinado à higiene pessoal.

Fonte: http://www.homeinteriorszone.com/images/BathRooms/bathrooms1.jpg

A sociedade moderna transformou o ato do banho em prazer, um ambiente voltado ao descanso e à saúde, um verdadeiro oásis. Por isso os banheiros são ambientes importantes na arquitetura, sendo considerados até símbolos de poder econômico.

Para alguns usuários os banheiros devem ser práticos, pequenos e sem luxo, pois é um espaço que se utiliza apenas para a higiene pessoal. Já para outros, esses ambientes servem como refúgio, relaxamento e descanso, devendo ser espaçosos e confortáveis, transformando-se em verdadeiras salas de banho. Há ainda a possibilidade de transformar pequenos espaços em banheiros aconchegantes e belos.

                                            Fonte: http://hybridsnick.files.wordpress.com/2009/03/ideal-standard-digital-bathroom-thumb.jpg

Algumas dicas são úteis ao projetar um novo banheiro ou mesmo durante uma reforma, pois os custos de um ambiente como esse podem chegar a representar 30% da construção.

Procure não agir por impulso, pois consertar erros de projeto pode custar caro, e muitas vezes ser difícil e demorado. Contrate um profissional para lhe assessorar.

As peças necessárias para um banheiro devem ser quantificadas e discutidas pelo arquiteto juntamente com o usuário. Dependendo da dinâmica da família são necessários 2 pias, 2 chuveiros e até 2 vasos sanitários. Caso não haja espaço para bidê, procure instalar uma ducha higiênica, pois essas peças podem ser úteis em alguns tipos de doenças.

                                      Fonte: http://www.luxuo.com/wp-content/uploads/2009/04/luxury-classic-bathroom-furniture-lineatre-1-1.jpg

Caixas acopladas ao vaso sanitário podem não ser muito atraentes esteticamente, mas podem chegar a economizar de 20% a 30% de água. Esse tipo de tecnologia também está presente em torneiras e mictórios com acionamento automático.


                                                      Fonte: http://www.trendir.com/archives/kaldewei-bathtub-ellipso-1.jpg

Segurança é outro item importante ao se projetar um banheiro, por ser um espaço onde água e vapor estão sempre presentes.

• Procure utilizar revestimentos e pisos que não sejam tão escorregadios ao ficarem molhados. Evite modismos ao escolhê-los, pois será custoso substituí-los depois.

                                       Fonte: http://i728.photobucket.com/albums/ww288/wasidi_album/ModernBathroomFurniture.jpg

• Opte por uma porta de box que abra para fora, pois apesar de molhar o piso, em casos de emergência, proporciona melhor acesso.

                                                  Fonte: http://freshome.com/wp-content/uploads/2008/01/u-bathroom-furniture.jpg

• Evite instalar o ralo exatamente sob os pés, pois além de danificá-lo, ele pode ser bloqueado, alagando o box.

                                                Fonte: http://www.bathroomfitterscaerphilly.co.uk/resources/New+Bathroom+Large+4.jpg

• Barras de segurança na parede podem auxiliar na movimentação de uma pessoa idosa ou com algum tipo de deficiência física.


• Campainhas próximas ao vaso e ao box do chuveiro podem ser um recurso importante para pedir socorro, ao acontecer um acidente, principalmente quando se trata de pessoas idosas. Se a colocação imediata de campainhas não se faz necessária, deixe a fiação e tubulação preparadas para que no futuro se houver necessidade, evite gastos maiores com reformas e adaptações.

Fonte: http://elitechoice.org/wp-content/uploads/2008/05/vertebrae_bathroom_system.jpg

• A instalação de um sensor automático que acenda a luz do banheiro assim que a porta for aberta, pode facilitar bastante a vida do usuário.


Apesar de serem ambientes muitas vezes pequenos, os banheiros assim como qualquer outro espaço, exigem um bom projeto e a contratação de um profissional com certeza lhe ajudará na economia geral da obra.

                                           Fonte: http://my.loudclick.net/Sites/5920/WWW/Assets/Images/Dream%20House/5.png

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre Conforto Ambiental

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini explica como é importante a Arquitetura estar adequada ao clima para propiciar um maior conforto térmico aos usuários.

Não vem de hoje a exigência e vontade dos usuários de tornarem os ambientes arquitetônicos mais confortáveis em termos de ventilação e iluminação natural. Desde a época antiga, os romanos já tinham essas preocupações, e através de dispositivos conhecidos como CALIDARIUM (sistemas de aquecimento de água) e IPOCAUSTO (túneis subterrâneos onde uma fornalha aquecia o ar, que por sua vez, aquecia os espaços), os ambientes tornavam-se mais aconchegantes.



Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br


Em locais muito quentes, como o deserto do Colorado (EUA), as pessoas construíam suas residências próximas as encostas de pedras, pois assim ficavam protegidas do sol excessivo. Já em climas muito severos, como o norte da China, as construções eram feitas sob a superfície da terra, pois a temperatura abaixo do solo é mais amena, compensando os extremos de temperatura do ar. Percebemos assim, que a preocupação com o conforto ambiental era presente tanto nos profissionais (artesãos), como na própria população.


Após a revolução industrial, alguns profissionais como Mies Van der Rohe (arquiteto norte-americano de origem alemã considerado um dos mais importantes do séc. XX) começaram a construir grandes edifícios envidraçados, adequados ao clima em que estavam inseridos. No entanto, com a internacionalização de estilos arquitetônicos, arquitetos do mundo todo começaram a “exportar” essa nova maneira de construir com o uso abundante do vidro, criando verdadeiros edifícios estufas! Simbolizando poder e beleza, o vidro passou a ser largamente utilizado, independente de qualquer consideração com o clima local, gerando um aumento no consumo de energia, pois esses espaços precisavam ser climatizados artificialmente para se tornarem suportáveis e confortáveis.

Fonte: http://www.casasul.com.br


Na arquitetura contemporânea são poucos os profissionais que se preocupam com o conforto ambiental. Através de um bom projeto pode-se tirar partido de várias soluções interessantes, sem aumentar exageradamente os gastos com a construção, atendendo as exigências dos usuários.
Os materiais de construção têm uma forte influência sobre as condições de conforto no ambiente interior. O  uso de mantas no isolamento térmico de coberturas e telhados é uma boa solução para conter o calor e  proporcionar conforto térmico.


Fonte: http://www.casadatelha.com.br
O uso de algum tipo de elemento de proteção solar externa (brises, marquises, toldos, beirais) também ajuda a amenizar os ganhos térmicos excessivos.

Fonte: http://img.zapcorp.com.br



Fonte: http://www.arcoweb.com.br



Fonte: http://www.lojasdecolar.com.br
Lembrando que, qualquer tipo de proteção solar deve ser estudada e projetada por um profissional capacitado, que levará em conta o clima em questão, determinando o melhor material (artificial ou natural) e elemento para compor a solução adequada a cada caso. 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Arquitetura e Decoração: Artigo da Arquiteta Michelle Faura Ferrarini sobre Design - Estímulo a Imaginação

Neste artigo, a Arquiteta Michelle Faura Ferrarini escreve sobre o design como um estímulo à imaginação, não só dos arquitetos, mas de designers de interiores, decoradores, e outros profissionais.
Leia-o abaixo:

Chamamos de design a arte de combinar formas, linhas, texturas, luzes e cores para criar um espaço ou objeto que satisfaça principalmente três pontos fundamentais: a função, as necessidades objetivas e subjetivas dos usuários e a utilização coerente e harmônica dos materiais.


Assim sendo, as pessoas que utilizam o espaço ou o objeto podem “sentir” o design de duas maneiras diferentes: uma delas acontece de acordo com a percepção e o desejo do profissional da área (arquiteto ou designer) de transmitir uma idéia pelo uso específico de determinadas formas, materiais, texturas. Na foto abaixo Baba Vacaro demonstra a luminária BOB sendo utilizada de várias maneiras.



Fonte: www.arcoweb.com.br

Fonte: www.arcoweb.com.br


A outra sensação denominada “impressão visual” está relacionada com o impacto que o ambiente ou o objeto causará. Segundo o designer Karim Rashid “O design pode ter um impacto positivo em nosso comportamento físico, psicológico e social. Toda essa diversidade de produtos que podemos criar na atualidade pode ter seu aspecto material, mas o importante é seu impacto imaterial, no plano das sensações e sentimentos”.
Como exemplo, a foto abaixo ilustra a Cadeira de Balanço Zen, criada por Eduardo Cronemberfer e Diogo Lage, transmitindo as sensações de leveza, conforto e relaxamento.



Fonte: www.habto.com.br


Este lounge projetado por Fred Mafra para a Casa Noturna Roxy, em Belo Horizonte, também é um exemplo de como o design pode colaborar para aumentar a capacidade de imaginação das pessoas e ser capaz de estimular novas experiências.



Fonte: www.arcoweb.com.br



Fonte: www.arcoweb.com.br


A importância do design, na atualidade, torna-se evidente quando percebemos que ele afeta não somente os objetos que interagem com ele e as pessoas que o utilizam, mas até nosso meio ambiente.
Utilizando uma linguagem e materiais ecológicos o designer Angus Hutcheson imprime em suas criações alegrias da vida em harmonia com a natureza do mundo tecnológico, utilizando madeira, seda pura, polímero, cascas de árvores e casulos do bicho-da-seda, como podemos observar nas luminárias abaixo.


Fonte: http://static.dezeen.com


Fonte: http://www.egodesign.ca